sábado, 8 de novembro de 2008

A era da informação.


Se comparmos com tempos remotos, podemos afirmar que vivemos na era da informação.
A humanidade sempre encontrou meios de se comunicar. Não podemos ignorar os sinais de fumaça, os tambores, as artes rupestres ou todos os outros modos primitivos de comunicação, mas é notável como a informação hoje está mais acessível e rápida.
A internet sem dúvida é o meio de comunicação mais rápido e democrático que existe, pois mesmo na China onde há um forte esquema de controle do governo sobre a rede, ela já demonstrou ser rápida e mutável, driblando assim a censura. Durante as olimpíadas de Pequín, por exemplo, uma seita religiosa proibída de expor suas idéias, conseguiu colocar no ar, por alguns minutos, seu site através dos provedores internacionais que foram liberados para operação durante os jogos.
Não há dúvidas de que evoluímos muito, mas você já parou para pensar sobre a veracidade das informações que recebe todos os dias, muitas vezes involuntariamente? Quantas vezes já se questionou sobre o conteúdo jornalístico de sua rede de televisão favorita?
Te convido pra fazer uma experiência. Escolha uma notícia qualquer e a analise, depois compare o enfoque dado à ela por vários meios de comunicação. Faça melhor, comece comparando a mesma notícia dada em diferentes redes de televisão e você verá que conforme os interesses de cada grupo a maneira como a notícia é apresentada é diferente.
Um exemplo: recentemente tivemos a notícia de que Marcos Valério, aquelo do mensalão, estava novamente envolvido num escandalo financeiro. Desta vez tratava-se de um esquema em que ele e um grupo de pelo menos quinze pessoas chantageavam fiscais da Receita Federal, numa tentativa de anular uma multa imposta à uma cervejaria no interior de São Paulo. Vi uma das reportagens apresentadas num dos mais tradicionais telejornais e percebi que o foco total da notícia era o lobisa Valério. Me perguntei: e a cervejaria, que o contratou para intimidar os fiscais? O nome da tal cervejaria foi dito somente depois que a reportagem acabou pelo âncora do programa, de uma forma tão rápida que os menos atentos nem entenderam direito. A única conclusão que cheguei foi de que a cervejaria era anunciante(leia-se cliente) da tal rede de televisão e por isso os jornalistas optaram por culpar somente Marcos Valério pelo escândalo. Ora pois, estaria ele chantageando os fiscais da receita se não ganhasse algo com isso? O nome da cervejaria não é uma informação relevante do ponto de vista jornalístico?
Não se deixe manipular por interesses políticos. Mude um pouco de canal. Procure canais alternativos, menos comerciais e que, de preferencia, não tenham vínculos governamentais. Você vive na era da informação. Já parou para pensar na vantagem que leva sobre seu bisavô que não tinha muitas opções de informação?
C.N.

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