domingo, 31 de maio de 2009

Artigo de Opinião

O desafio era fazer um artigo de opinião, escolhendo um tema polêmico. Foram avaliados os argumentos, conhecimento do assunto e intertextualidade. Minha professora de Língua Portuguesa, , avaliou meu artigo dizendo que o título entregue ( O Brasil e a pena de morte) é pouco contundente, por isso publico aqui com um novo título:
Elisabeth Penzlien Tafner

Morte sem pena


Oficialmente não existe pena de morte no Brasil. No artigo 5, inciso XLVII da constituição de 1988 foram extintas todas as possibilidades de tal punição ser aplicada a qualquer cidadão brasileiro, exceto em períodos de guerra.
É um tema polêmico que levanta debates calorosos, sobretudo em um país que não separa com clareza a religião da política. Há os que defendem que a ordem só seria reestabelecida com a morte dos infratores, outros que defendem a vida como um direito humano, que não deve sofrer interferência da justiça.
Analisando o número de injustiças cometidas todos os dias em nossos tribunais, pode-se concluir, sem grande amparo científico que se a pena de morte fizesse parte de nosso código penal, muitos inocentes seriam mortos. Basta lembrar que a maioria dos encarcerados sequer foi condenada, estão ali aguardando julgamento.
Por ignorância, ou inércia, muitos brasileiros batem no peito com orgulho ao dizer que não temos pena de morte, esquecendo-se de que o Estado, através da polícia, executa dezenas de civis inocentes, ou até culpados, sem que estes sejam julgados. Já é rotina ligarmos a televisão e sabermos que uma viatura subiu o morro atirando e matando "suspeitos". Uma prova de que isso tornou-se aceitável para a sociedade brasileira, é o sucesso de filmes como Tropa de Elite (2007), que retrata a violência como sendo a solução para os problemas sociais.
A sociedade brasileira estaria conivente com a pena de morte e a justificativa da violência através da repressão?
Assim como nos países onde a pena de morte é uma atividade legalizada, no Brasil os executados são sempre pobres e marginalizados, que não tem assistência do Estado. A diferença é que por aqui matamos sem direito à defesa ou julgamento.

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