domingo, 17 de maio de 2009

Miopia




Há algum tempo você sente dificuldades pra visualizar objetos que estejam a mais de três metros. A leitura, hábito que trazia desde criança e não ia dormir sem, passou a ser algo incomodo e muitas vezes dispensável. Dores na região dos olhos no final da tarde depois de passar oito horas em frente ao computador.
Na faculdade tem ainda aqueles professores que insistem em escrever com pincel vermelho só pra dificultar sua leitura.
Você pensa: estou conectado demais, minhas vistas estão cansando. Preciso de férias, preciso me desconectar...
Conversando com amigos alguém te indica consultar um oftalmologista pois há remédios pra “vista cansada”.
Porque será que não inventam o MANUAL PARA PRIMEIRA CONSULTA AO OFTALMOLOGISTA?
Você chega e uma atendente vestida de jaleco branco te coloca sentado num banquinho em frente a um aparelho onde tens que colocar o queixo num suporte e encostar a testa e olhar numa espécie de óculos de ferro que é ajustado ao seu rosto. Lá dentro uma fotografia de uma rua, destas de interior, com cercas em ambos os lados, no final uma casinha de campo branca com janelas vermelhas. Isso é tudo. A moça anota uns números e te diz pra aguardar numa salinha. Seus olhos parecem mareados agora.
Dentro do consultório a médica não te pergunta o que você sente. Só pergunta se já usou óculos, se tens histórico de cegueira ou glaucoma (?) na família e te conduz a uma outra máquina. Novamente um óculos de ferro é ajustado ao seu rosto. Agora com um controle remoto em mãos ela alterna imagens com números e letras que hora se mostram ao olho direito, hora ao esquerdo.
Manualmente ela alterna lentes e pergunta: esse ou esse? - Como assim, esse ou esse? Ela então explica que você precisa informá-la com qual das lentes a imagem fica melhor. Ah sim, começamos um diálogo...
Depois desse processo ela te diz: você precisa de óculos, está com miopia, vamos ver agora qual é o grau. Te conduz a um terceiro aparelho, esse sem o óculos de ferro, mas como nos outros precisas apoiar o queixo na base de ferro e encostar a testa. Agora ela manuseia uma espécie de compasso (lembra daqueles usados para fazer circunferências?), parece que aquela luz verde irá perfurar seu olho. Sim, desta vez ela aponta o compasso para um olho e depois para o outro, indica que você olhe para seu brinco esquerdo quando está examinando seu olho esquerdo e vice-versa.
Pronto, isso é tudo. Ela então te convida a sentar-se na cadeira de sua escrivaninha e prescreve o óculos, e pede pra que assim que esteja com ele em mãos retorne pra ver se está tudo ok.
Ah, você precisa retornar uma vez ao ano, porque o grau pode aumentar. O monitoramento e a manutenção serão para sempre.
Quando ligares para fazer esta primeira consulta, ninguém te avisará, mas tu não deves ir dirigindo, sem acompanhante, pois por algumas horas terás dificuldades para enxergar.

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