quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ressoou

Há quase um ano da tragédia que assolou Santa Catarina, ainda há centenas de desabrigados que vivem em condições precárias nos alojamentos improvisados nos quatro cantos de Blumenau.
Quem não se lembra de quanto a mídia explorou a miséria humana, naqueles dias?. O Instituto Ressoar, ONG do grupo Record, prometeu construir casas e isso rendeu dias de imagens sensacionalistas para a televisão.
Pois bem, um ano depois quase todo mundo esqueceu aqueles rostos sofridos que exibiam suas lágrimas em close diante das câmeras. Eles ainda aguardam a boa vontade política ou a demora da burocracia que impera neste país.
Noticia-se que o Instituto Ressoar não irá construir as casas prometidas em Blumenau e que os recursos que seriam destinados à cidade, agora serão repassados à outros projetos, pois não houve um acordo entre a prefeitura e a ONG - a administração municipal aderiu ao programa Minha Casa Minha Vida da Caixa Econôminca Federal, pois acha mais viável construir condomínios populares e o Instituto quer construir casas e para isso precisa de terrenos maiores para atender a todos, e foi aí que ambos se desentenderam e o Ressoar saiu de cena.
Os desabrigados continuam esperando suas casas, seja do Ressoar, seja da Caixa. A televisão poucas vezes tem voltado para colher imagens do sofrimento que essas famílias estão passando nestes abrigos, a prefeitura irá erguer um monumento em homengen as vítimas (leia-se as que morreram), no Parque Ramiro Ruediger... e assim caminha a humanidade.
Tudo uma grande ilusão!

Um comentário:

Adalberto Day disse...

Cícero
Quase um ano se passou e pouca coisa foi feito em seu todo. Disse em uma reunião na semana passada, ao Paulo França, secretário regional, e representante do Colombo, que nós aqui no Progresso tivemos dois azares: um que a Rua progresso e a Rua Júlio Heiden só caíram a metade da pista, outra que as eleições não foram neste outubro. Caso as pistas teriam caídas em seu todo, e as eleições fossem este ano, tudo estaria resolvido.Nem uma casa foi feita, obras mal executadas aos montes, desperdício do dinheiro público,, superfaturamentos...e sobre isso eu ouvi de alguém ligado ao governo absurdos, para tentar esclarecer o inexplicável.
Abraços
Adalberto Day cientista social e pesquisador em Blumenau