sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Bruto, cego e surdo-mudo

Ele saia do trabalho no fim da tarde em Blumenau, acompanhado de uma colega, quando sentiu um golpe na cabeça e, já caído no chão foi chutado muitas vezes sem entender o que estava acontecendo.
A garota conta que eles voltaram ao ambulatório da empresa caminhando, mas ele não se lembra de ter feito o trajeto. Só lembra-se de acordar deitado na maca, rodeado por enfermeiras, tamanha foi a violência.
O agressor: um ex - namorado da garota que não admitia o fim do namoro e julgou que eles estavam “ficando”.
Eles registraram boletim de ocorrência na delegacia de polícia, mas o trauma levará algum tempo para ser curado. Por não ter visto o rosto do “animal”, hoje o rapaz se sente ameaçado por qualquer estranho que lhe olhe na rua.
Fico pensando em como os jovens estão agindo com violência ultimamente. O que pensar das agressões verbais sofridas por uma estudante dentro de uma universidade em São Paulo? Parece que está incutida em nossa sociedade a idéia de que só a violência resolve tudo. Não há mais espaço para o diálogo. É partir para a pancadaria e ponto!
O episódio que aconteceu com meu colega de trabalho poderia ter tido um desfecho muito pior. Felizmente o enciumado não estava armado.

2 comentários:

Fábio Ricardo disse...

É por isso que sou completamente a favor do total desarmamente imediato. As vezes um imbecil cabeça quente desses pode acabar com uma vida por pequenas bobagens.

Cícero Nogueira disse...

Sim Fabrício, o desarmamento seria um grande avanço rumo à civilização!
Hoje em dia está perigoso até olhar para as pessoas, pois você nunca sabe qual é a reação delas.