quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hoje é em Salvador, e amanhã?

Hoje a filial da empresa em que eu trabalho, em Salvador, está operando em ritmo lento porque muitos funcionários não conseguiram chegar para trabalhar. A defesa civil daquele estado interditou várias avenidas e aconteceram deslizamentos de terra em todas as regiões da cidade. A chuva incessante já dura dois dias e a cidade está debaixo de um caos.Os jornais noturnos, com certeza, serão recheados de tragédias relacionadas a isso.

A fúria da natureza tem sido tão grande ultimamente que, acredito, as emissoras de televisão só precisam ter uma equipe especializada em catástrofes em cada ponto turístico do mundo, porque os cenários mudam semanalmente: Machu Pichu, Buenos Aires, Ilha da Madeira em Portugal, Rio de Janeiro...
Deus nos livre de ver outra vez o que vimos em novembro de 2008 aqui em Santa Catarina.

O pior é que pouca coisa tem sido feita para mudar essa realidade iminente que é o aumento das catástrofes naturais. Ou você já ouviu dizer que o exército brasileiro tomou a Amazônia e está defendendo a mata? O desmatamento avança muito rápido e as ações para combatê-lo efetivamente são pífias e ineficientes.
Esperemos até a hora que os americanos se sentam na obrigação de intervir pra defender a vida de todos pra então começarmos a falar mal deles, como sempre fazemos.

É claro que o problema não é só a Amazônia, até porque sabemos que a mata Atlântica já não existe mais e tem ainda o consumismo desenfreado. Ninguém vai parar de consumir, e por isso temos que agir para regenerar o que perdemos da natureza. Iniciativas no nosso dia-a-dia também são importantes, mas é preciso cobrar mais dos governantes pra que ajam para defender o pouco que nos resta de “pulmão”.

Fomentemos o debate público sobre esse assunto. Não nos deixemos anestesiar pela Copa do Mundo e pensemos melhor para escolher nossos representantes em Brasília este ano.

É urgente meu povo. É urgente.

*rever post: DILUVIO EM BUENOS AIRES

Um comentário:

F. Arteche disse...

Pois é. O problema está sendo acomodar toda essa gente que demanda serviços públicos e proteção do meio ambiente.

E ainda há essa cambada de políticos ineficientes - para não dizer outras coisas deles.