sexta-feira, 9 de abril de 2010

Limete, companheiro.

Você já percebeu a crescente pichação dos muros em Blumenau?
Antes que chovam ovos podres na minha cabeça, já vou logo dizendo: eu sou muito a favor das manifestações artísticas populares, como teatro de rua, carnaval, desenho em muros, etc.
Quem não se sente aliviado ao parar numa fila de transito, olhar pela janela e contemplar um muro bem desenhado, com motivos irônicos e até dizeres de contestação política? É uma espécie de alívio cultural, onde o artista alivia a tensão ideológica e expõe a sua obra, e quem aprecia também se alivia das tensões do dia-a-dia.
Agora, você há de concordar comigo que tudo tem um limite. Ultimamente temos visto um processo crescente de pichação de muros e fachadas em Blumenau. E isso é preocupante.
Há incentivo sim para essas manifestações artísticas e isso é bom – basta ver a fachada do SESC na Amadeu da Luz como ficou bonita - mas tem de haver um pouco de cautela, pois o bom gosto tem de prevalecer, do contrário, daqui a pouco o excesso provocará aquelas poluições visuais que se vê em cidade grande, onde há tempos as autoridades perderam o controle sobre os vândalos pseudo-artistas.
Vamos exemplificar: a empresa Cremer há uns quatro meses pintou toda a fachada da fábrica, que fica ali na Itoupava Seca, de branco, o que revitalizou a imagem do prédio que já tem mais de 75 anos. Quem passa pelo ponto de ônibus que fica na Rua São Paulo, ao lado da Cremer, está vendo surgir a cada dia um desenho novo no muro branquinho. É uma instituição privada. Mesmo que fosse pública, não é um lugar pra pichar. Se isso não parar, daqui a pouco essa empresa que fabrica materiais médico-hospitalares passará a ser confundida com um estúdio de tatuagem!
Onde está o poder público para impor limites? Se há normas proibindo isso (eu acredito que haja), elas não estão sendo aplicadas. Em nome dessa liberdade de expressão, estamos deixando, lentamente, a basura tomar conta da cidade.



Imagine:

Um comentário:

Amapola disse...

Boa tarde.
A origem é a falta de educação.

Um abraço.