segunda-feira, 26 de julho de 2010

O poder

Segundo a teoria da ciência política, as eleições são o ponto máximo da cidadania. É através do voto que os indivíduos têm a oportunidade de exercer seu direito de escolha e assim decidir o futuro da sua comunidade, região, país e até do mundo.

Consta que foi na Grécia, há séculos, que nasceu a Democracia, não exatamente da forma que conhecemos hoje, mas foram os gregos que deram o ponta - pé inicial. Naquela época grupos de cidadãos (donos de terras, pais de família) se reuniam de tempos em tempos para decidir pelos demais, assuntos como impostos, distribuição de alimentos, etc. A própria palavra ‘Democracia’ significa, de uma forma genérica, poder do povo.

No Brasil o poder democrático foi instituído a partir de 1985, quando findou a Ditadura Militar. Mas será que a nossa democracia é realmente eficaz? A resposta todos sabemos: não. Por aqui as instituições do Estado são corruptas e ineficientes, o que dá margem para todas as formas de governo, menos o do povo. As manobras políticas feitas por nossos representantes nem sempre são éticas e, normalmente, só visam os interesses de uma pequena elite desinteressada dos problemas da maioria dos cidadãos. Mensalão, caixa dois, dinheiro na cueca, extorsão, nepotismo entre outras expressões já fazem parte do dicionário político nacional e isso não é nada bom. Como confiar num sistema político tão esdrúxulo? O que dizer dos sucessivos escândalos envolvendo os candidatos às eleições de outubro de 2010? Quase todos os partidos já foram multados por desrespeitarem as regras do Superior Tribunal Eleitoral, pois fizeram propaganda eleitoral antes do período permitido ou de forma inadequada.

Diferentemente dos primeiros povos que criaram a democracia, hoje os meios pelos quais as decisões são tomadas parecem ser mais fácil, mas nem sempre é assim. Em tempos de alta tecnologia não é espantoso que os políticos usem a internet para caçar votos e difundir ideais. A exemplo da ótima campanha de Barack Obama, nos Estados Unidos, que teve o apoio maciço dos jovens internautas, nossos presidenciáveis também aderiram às redes sociais. Ou você ainda não se deparou com o Movimento Marina Silva, ou os microblogs de Dilma Roussef e José Serra? Eles prometem fazer do Brasil, um conto de fadas, o que já é um discurso suspeito, mas a novidade é que a internet tem sido uma grande aliada dos marqueteiros contratados pelos candidatos.

Você que chegou até aqui, deve estar se perguntando: o que tem a ver a Democracia da Grécia Antiga com a propaganda política na internet? A resposta é simples: o poder do povo, ou o poder dos internautas. Nunca na história da humanidade foi tão fácil buscar, difundir e compartilhar informações como hoje. E isso é poder. Os gregos decidiam através de grupos seletos que excluíam mulheres, escravos e idosos. Hoje, com a inclusão digital, todos podem discutir política, cobrar melhorias, fiscalizar as ações do Estado e escolher os seus representantes, apesar da imensa propaganda. Tudo está a um clique.

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