sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Para não precisar recorrer ao Alexandre Pires

Uma rápida reflexão sobre a importância de manter a hierarquia e os limites bem definidos nas relações interpessoais.

Cheguei à conclusão de que é preciso retomar alguns protocolos que estão sendo deixados de lado ultimamente. Mais como uma questão de bom senso do que de conservadorismo.
Veja bem, conheço professores que se sentem incomodados por serem chamados de professor. Preferem que os chamemos pelo nome, como se fossemos amigos. Não somos. É prefirível manter a “distância” de mestre e aluno. Não que isso possa desencadear em algum conflito, mas para que não se perca o hábito de respeitar a hierarquia. O mesmo vale entre chefe e subordinado.
Na tentativa de nutrir uma rede de relacionamentos profissionais ou pessoais, temos confundido o que é amizade e o que é coleguismo. Daí para os falsos interesses, os falsos sorrisos e as falsas amizades é um pulo. Quando você percebe está vivendo em mundo de faz de conta, o mundo do “tapinha nas costas”.
Claro que é preciso tolerar pessoas que pensam diferente, colegas que dividem o mesmo departamento e com os quais a gente não tem muita coisa em comum - e todas aquelas regras da boa vizinhança que vamos aprendendo ao longo da vida. Mas não confundir o grau de intimidade entre as relações é bom para a harmonia da convivência. Evita até constrangimentos, saias justas.
Quando as coisas não ficam bem claras, a gente tem que remediar cantando "sai da minha aba" do Alexandre Pires. Aí é meio complicado, não é?

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