segunda-feira, 30 de abril de 2012

Elaine Tavares em busca da utopia


A jornalista Elaine Tavares lançou seu novo livro  ‘Em busca da Utopia – Os caminhos da reportagem no Brasil dos anos 50 aos anos 90’.

A obra é resultado da pesquisa da autora para defesa de sua dissertação de mestrado. Questionadora inveterada, Elaine analisou o conteúdo jornalístico das revistas O Cruzeiro, Realidade, Época e Veja – que representam, em seus tempos, as semanais mais importantes do Brasil – buscando identificar elementos textuais que demonstrem a presença de ideais utópicos. É uma vibrante análise das reportagens publicadas no período que vai dos anos 50 aos 90.

Intrigada com a máxima de que os ideais utópicos já não existem mais (pós-modernismo), a autora mergulhou nos conceitos filosóficos da utopia, fez um resgate histórico da prática da reportagem no Brasil e as influências que os veículos estadunidenses tiveram sobre ela. Um dos grandes questionamentos levantados pela autora é: até onde o pós-modernismo europeu pode ser contextualizado na América Latina?

O resultado é uma análise profunda da prática da reportagem em revistas semanais brasileiras. A autora fundamentou suas afirmações baseando-se na obra de mais de trinta autores, de Cláudio Abramo passando por Theodor Adorno, a Muniz Sodré.

Editado pelo selo Pobres & Nojentas, o livro tem 181 páginas e a linguagem é acadêmica.

Sobre a autora

Elaine Tavares é natural de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. Tem mais de 30 anos de jornalismo. Já atuou em televisão, impresso e rádio. Também tem carreira acadêmica, atualmente leciona na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Já publicou ‘Jornalismo nas Margens – uma reflexão sobre comunicação em comunidades empobrecidas’ e ‘Porque é preciso romper as cercas: do MST ao Jornalismo de Libertação’. É editora da revista Pobres & Nojentas e pesquisadora no Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC (IELA).

Leia outros escritos de Elaine, no blog www.eteia.blogspot.com.br

Um comentário:

Mirna disse...

É sempre importante ter esse tipo de pensamento, porque, para que possamos manter vivo o espírito, de qualquer maneira espero que leia atentamente este quando terminar de trabalhar em restaurantes em sao paulo